Travessia Ruy Braga / Ruy Braga crossing

(english version go to the bottom of the text)
texto por Fábio Matuzawa © (instagram @fmatuzawa)

fotos por Fabio Matuzawa

A travessia Ruy Braga é um caminho que liga a parte baixa à parte alta do Parque Nacional do Itatiaia (PNI), e já existia antes mesmo do PNI ser criado, em 1937.

Era o caminho mais rápido de acesso ao planalto por muito tempo, e foi importante para o desenvolvimento turístico e para as primeiras ascensões aos principais cumes do PNI. Até 1970 ela foi mantida bem conservada, porém, com a construção da BR458, que liga a Garganta do Registro ao Posto Marcão, ela perdeu sua importância e foi praticamente abandonada.

Hoje em dia, além de ser usada para trekking, parte dela foi liberada para passeios de bicicleta, sendo possível ir pedalando até o abrigo Macieiras e o abrigo Água Branca.

Como chegar…

O PNI está localizado na Serra da Mantiqueira, nas divisas entre Minas Gerais e Rio de Janeiro, abrangendo os municípios de Itatiaia, Resende, Itamonte e Bocaina de Minas.

Para a parte baixa, do Rio de Janeiro ou São Paulo o visitante deve seguir pela Rodovia Presidente Dutra (BR116) até a saída 318 em Itatiaia, depois seguir por aproximadamente 5,5km pela BR485 até a portaria da parte baixa.

Para a parte alta, do Rio de Janeiro ou São Paulo, o visitante deve sair da Dutra, na saída 330A em direção a Itamonte, seguindo 26km pela BR354 até a Garganta do Registro onde vai virar à direita na Rodovia das Flores e seguir por mais 14km em estrada de terra, até o Posto Marcão, que fica na entrada do Parque.

Planejamento…

Geralmente a travessia é feita da parte alta para a parte baixa, saindo do Posto Marcão ou abrigo Rebouças, e finalizando na cachoeira da Maromba. Nesses três lugares há banheiros e estacionamento.

É uma boa opção para iniciantes em travessia, ou aventureiros que gostariam de uma experiência de dois dias com camping.  Essa travessia é a única que pode ser feita nos dois sentidos, então, se estiver disposto a um desafio maior, com ganho de mais de 1.000m de altimetria, pode fazer da parte baixa para a parte alta. Vai exigir mais preparo físico! Nesses três lugares há banheiros e estacionamento.

A travessia pode ser feita de 1 a 3 dias, portanto lembre que é necessário comprar o ingresso do parque mais o estacionamento do carro para os números de dias que você pretende utilizar. A compra deve ser feita online pelosite, antecipadamente.

Travessias tem um complicador logístico: caso você vá de carro próprio (e não com uma agência), é preciso pensar no resgate. Em uma travessia como essa, que não é circular, isto é, o local final é diferente do início, é importante organizar o resgate do seu carro ou programar seu retorno,

Não utilizei esse serviço, porém tenho a indicação do Sergio (+55 35 9708-0850) que faz resgates no PNI. Começando a travessia pela parte alta, ele leva o seu carro para a parte baixa, por um valor a combinar. Não sei se ele faz o contrário também, mas tudo é uma questão de ligar e conversar. Caso tenha preferência por ir com uma agência ou guia, indico o Dudu, que conhecemos no abrigo Massenas. Além de ele ser um cara super gente boa e capacitado tecnicamente, ele é guia pela Gute Passeios, uma agência especializada no PNI.

Como estamos dentro de um Parque Nacional, é permitido acampar em três lugares durante essa travessia: no abrigo Massenas, no abrigo Macieiras e no abrigo Água Branca. O abrigo Massenas e o Macierias ficam literalmente na trilha, sendo que o Massenas fica aproximadamente a 5,4km do abrigo Rebouças e a 14km da cachoeira do Maromba. Já o Macieiras fica aproximadamente a 10,5km do abrigo Rebouças, e a 9,5km da cachoeira do Maromba. Para ir ao abrigo Água Branca é necessário pegar um desvio de 2,5km para ir e 2,5km para voltar, e a bifurcação fica a aproximadamente 500m passando o abrigo Macieiras, indo para a parte baixa.

Na minha opinião, o melhor pernoite é no abrigo Massenas! Pois de lá, a apenas 300 metros, você tem uma visão incrível para curtir o pôr do sol ou o nascer do sol! Na parte de trás do abrigo, a apenas 300m, por uma trilha pouco marcada, é possível acessar as ruínas da antiga estação de TV, onde o visual é simplesmente incrível! Você contempla todo o vale até a Serra da Bocaina, uma parte de Serra Fina, as Prateleiras e o Pico das Agulhas Negras por um ângulo diferente. Na lua nova, também é uma excelente opção para fotografar a Via Láctea.

Meu relato…

Eu fiz a travessia com a minha namorada, no final de semana do feriado da semana santa de 2022. O plano inicial para esse feriado era fazer o Pico do Paraná nos três dias do feriado, porém, a previsão do tempo estava estranha na região, e acabamos alterando os planos, por segurança.

No dia seguinte estávamos determinados em achar um plano B, porque seria um desperdício perder um feriado em São Paulo! Pensa ali, pesquisa daqui, decidimos que iríamos fazer a travessia Ruy Braga!

Porém, como foi de última hora, achar alguém para fazer a logística do resgate podia ser complicado. Optamos então pela travessia saindo da parte baixa até o abrigo Massenas, voltando para a parte baixa no dia seguinte, onde estava o carro. Seria um total de pelo menos 28km, 14k de subida e 14km de descida, e com desnível de 1.000m de altimetria.

Animados, saímos às 4h da manhã do dia seguinte, planejando estar na portaria do parque da parte baixa às 8hs, horário de abertura. Chegando lá, estacionamos o nosso carro ao lado do começo da trilha, na cachoeira da Maromba. Há banheiros, chuveiros de água fria e um ponto de água.

Uma informação bem relevante é que há diversos pontos de água no decorrer da trilha, portanto, não é necessário carregar mais do que 1 litro de água.

Começamos a subir por volta de 9h30. Nos primeiros 10km de trilha, até o abrigo Macieiras, a trilha é bem larga, com mata atlântica fechada que proporciona grandes sombras, deixando a caminhada bem confortável em dias de sol. A partir do abrigo, vira uma single track, uma trilha mais estreita, onde passa uma pessoa só por vez. Ela segue em mata fechada por aproximadamente 1km, onde começa a transição para a vegetação de altitude. Os últimos 3km, até o abrigo Massenas, são todos em vegetação de altitude e o visual tanto do vale como das montanhas é surreal! É a recompensa pelos 1.000m de subida!

Apesar da distância, a trilha é de dificuldade técnica fácil e muito bem demarcada, sendo praticamente impossível se perder. A única parte que exige mais atenção, pelo risco de queda, é uma passagem por um riacho, sendo necessário passar por cima das pedras. O trecho é bem curto, e o resto do caminho é bem tranquilo. Chegamos no abrigo Massenas, depois de aproximadamente 6h, contando muitas paradas para fotografar.

Quando chegamos conhecemos o Dudu, que estava guiando um grupo. Ele nos orientou sobre acampar dentro da sala principal das ruíans do abrigo, pela possibilidade de obstruir a entrada dos lobos guarás, famosos por pegar mochilas e tudo que puderem carregar, à procura de alimentos!

Montamos a barraca, deixamos as mochilas por perto e fui buscar água, enquanto a Priscila organizava as coisas. Há um ponto de água à apenas 300m, continuando na trilha em direção à parte alta. Assim que voltei, fomos encontrar o Dudu e o resto do grupo nas ruínas da antiga estação de TV, para contemplar o pôr do sol. E foi épico!

Depois que o sol se pôs, esfriou bem e voltei rápido para o abrigo para colocar uma roupa mais quente. Fizemos nosso jantar junto com o pessoal, e capotamos. No dia seguinte, acordamos 5h30 para ver o amanhecer, e foi lindo ver a vegetação toda branca por causa da geada! Pegamos -2,5 graus nessa madrugada, e foi bom demais! O amanhecer foi deslumbrante, não devendo nada para o pôr do sol!

Curtimos o nosso café da manhã, arrumamos as coisas e começamos a descer. Demoramos aproximadamente 4h para fazer os 14km de volta à cachoeira da Maromba.

Aproveitando o local, fomos ver a cachoeira Véu da Noiva. Ela tem uma queda de 40m e fica a 400m do estacionamento. Ela é linda, e vale muito a pena dar uma esticadinha até ela.

O que levar e dicas…

– para fazer a travessia é indispensável ter o Shit Tube. Sem ele não é permitido fazer nenhuma travessia dentro PNI. Isso é verificado pela equipe do parque.

– acho prudente baixar o track log da trilha no celular e levar um powerbank. Mesmo a trilha sendo fácil, precaução nunca é demais. Aqui segue o link do tracklog que nós fizemos.

– ir com equipamento adequado é essencial. Pegamos -2,5 graus na madruga. Como passar frio não é legal, use as 3 camadas de roupa (segunda pele / fleece ou pluma / corta vento impermeável). Leve também um saco de dormir para temperaturas negativas – melhor passar calor do que passar frio!

– lanterna de cabeça com pilhas extras.

– se você tiver, vale a pena ir com uma bota impermeável, pois chegando perto do abrigo Massenas tem uma parte de brejo, onde muitas vezes não tem como escapar da água.

– bastão de caminhada: eu gosto muito de usar tanto na subida quanto na descida!

– se hidrate e coma carboidrato de rápida absorção durante a trilha de forma, assim você não perder performance e evita lesões.

– capriche no jantar e no café da manhã! Na minha opinião, as refeições na montanha são um dos prêmios, depois de um dia longo de caminhada. Geralmente acompanhadas de novas amizades e ótimos papos!

Fotografia…

Para quem gosta de fotografia outdoor é um prato cheio! A travessia oferece vários tipos de paisagens. Desde a mata atlântica com cachoeiras na parte baixa, como as montanhas na parte alta.

Uma coisa para levar em consideração na hora de separar o equipamento para levar é o peso. Como é uma caminhada longa isso vai fazer diferença, ainda mais se você não estiver acostumando em andar com bastante peso nas costas.

Então analise cuidadosamente qual ou quais lentes levar. Eu levaria um tripé leve para as fotos de longa exposição à noite e nas cachoeiras, e também acho que vale adicionar um filtro ND, pensando nas cachoeiras e em um pôr do sol e nascer do sol com nuvens.

Conclusão…

A travessia Ruy Braga é uma travessia bem tranquila para fazer quando você está adquirindo experiência em montanhismo. Se você tiver mais tempo, ou quiser adicionar mais dificuldade, é possível emendar com a travessia Couto X Prateleiras, a travessia do Rancho Caído ou a travessia Serra Negra.

Espero que esse texto tenha sido útil para sua próxima aventura!

 

Ruy Braga crossing
Text by Fábio Matuzawa © (instagram @fmatuzawa)

photos by Fabio Matuzawa

The Ruy Braga crossing is a path that connects the lower part and the upper part of Itatiaia National Park (PNI),and existed even before the PNI was created in 1937.

It was the fastest way to access the Plateau for a long time, and it was important for tourism development and the first ascenses to the main ridges of PNI. Until 1970 she was kept well maintained, but with the construction of the BR458, which connects the Garganta do Registro to the Marcão post, she lost its importance and was practically abandoned.

Nowadays, in addition to being used for trekking, part of it has been released for bike rides, and you can go biking to the Macieiras shelter and the Água Branca shelter.

How to get there…

The PNI is located in Serra da Mantiqueira, in the borders of Minas Gerais and Rio de Janeiro, covering the cities of Itatiaia, Resende, Itamonte and Bocaina de Minas.

For the lower part, from Rio de Janeiro or São Paulo the visitor should follow the Presidente Dutra Highway (BR116) until the exit 318 in Itatiaia, then follow approximately 5.5km by BR485 to the entrence of the lower part.

For the upper part, from Rio de Janeiro or São Paulo, the visitor should leave Dutra, on the exit 330a towards Itamonte, following 26km by BR354 to the Garganta do Registro where you will turn right on the highway and follow more 14km ​​on a dirt road, to the Marcão post, which is at the entrance of the upper park.

Planning…

Usually the crossing is made from the upper part to the lower part, leaving the Marcão post or shelter Rebouças, and finishing in the Maromba waterfall. In these three places there are bathrooms and parking.

It is a good option for beginners trekkers, or adventurers who would like a two day of wild camping experience. This crossing is the only one that can be done in both directions, so if you are willing to a bigger challenge, with more than 1,000m of altimetry, you can do from the low to the upper part. It will require more fitness! In these three places there are bathrooms and parking.

The crossing can be made in 1 to 3 days, so remember that it is necessary to buy the park ticket plus the car parking lot for the numbers of days you intend to use. The purchase must be made online through the site, in advance.

Crossings have a logistics complication: if you go by your own car (not with an agency), you need to think about the car rescue. In a crossing like this, which is not circular, that the ending place is different from the beginning, it is important to organize the rescue of your car or program your return,

I did not use this service, but I have the indication of Sergio (+55 35 9708-0850) that those works in the PNI. Starting the crossing from the upper part, he takes your car to the lower part, for a value. I don’t know if he does the opposite either, but everything is a matter of calling him and talking. If you have a preference to go with an agency or a guide, I recommend Dudu, which we met at the Massenas shelter. In addition to being a very guy and technically skilled, he is a guide at Gute Tours, an agency specializing in the PNI.

As we are inside a national park, it is allowed to camp in three places during this crossing: the Massenas shelter, the Macieiras shelter and the Água Branca shelter. Massenas and Macierias are literally on the trail, and the Massenas is approximately 5.4km from the Rebouças shelter and 14km from Maromba Waterfall. The Macieiras is approximately 10.5km from the Rebouças shelter, and 9.5km from Maromba Waterfall. To go to Água Branca shelter it is necessary to take a 2.5km deviation to go and 2.5km to return, and the bifurcation is approximately 500m passing the apple shelter, going to the lower part.

In my opinion, the best place to stay overnight is in the Massenas shelter! Well from there, just 300 meters, you have an amazing view to enjoy the sunset or sunrise! At the back of the shelter, just 300m, for a little marked trail, you can access the ruins of the old TV station, where the sight is simply amazing! You are able to contemplate the whole valley to Serra da Bocaina, a part of Serra Fina, the Prateleiras and the Pico das Agulhas Negras from a different angle. On the New Moon, it is also an excellent option to photograph the Milky Way.

My report …

I made crossed with my girlfriend, on the holiday of Holy Week 2022. The initial plan for this holiday was to make the peak of Paraná during the three days of the holiday, but the weather forecast was strange in the region, and we ended up changing the plans for safety.

So we were determined to find a plan B, because it would be a waste to lose a holiday in Sao Paulo! After a lot of thinking and research, we decided that we would make the  Ruy Braga crossing!

However, as it was at the last minute, finding someone to do the logistics of the car rescue could be complicated. We then opted for make the crossing from the lower part to the Massieiras shelter, returning to the lower part on the next day, where we parked the car. It would be a total of 28km, 14k climbing and 14km of descent, and with 1,000m of altimetry gain.

Excited, we left at 4 am the next day, planning to be at the park entrance at 8 am, the opening time. Once there, we parked our car next to the beginning of the trail, in the Maromba waterfall where there are bathrooms, cold water showers and a water point.

Very relevant information is that there are several points of water throughout the trail, so it is not necessary to carry more than 1 liter of water.

We started the trail around 9:30 am. From the first 10km of the trail, to the Macieiras shelter, the trail is wide with Atlantic Forest that provides large shadows, leaving the walk very comfortable on sunny days. From the shelter, it becomes a single track, a narrower trail, where one person passes at a time. It follows in a woods closed by approximately 1km, where the transition to altitude vegetation begins. The last 3km, until the Massenas shelter, are all in altitude vegetation and the view both of the valley and the mountains are surreal! It’s the reward for the 1,000m of climbing!

Despite the distance, the trail has no technical difficulties and it is very well demarcated, it is practically impossible to get lost. The only part that requires more attention, due to the risk of falling, is a passage through a stream, and it is necessary to go over the rocks. The stretch is very short, and the rest of the way is very quiet. We arrived at the Massenas shelter, after approximately 6h, counting the many stops to photograph.

When we arrived we met Dudu, who was guiding a group. He told us to camping inside the main room of the shelter ruins, because it is possible to obstruct the entrance of the Wolves Guarás, famous for catching backpacks and everything they can carry, looking for food!

We set up the tent, left the backpacks nearby and I went to get water, while Priscila organized things. There is a water point just 300m, continuing on the trail toward the upper part. As soon as I came back, we went to find Dudu and the rest of the group in the ruins of the old TV station to contemplate the sunset. And it was epic!

After the sunset it got really cold and went back quickly to the shelter to put on a warmer outfit. We made our dinner with the group, and got to sleep. The next day, we woke up 5:30 am to see the dawn, and it was beautiful to see the all vegetation white because of the frost! It was -2.5 degrees Celsius at dawn, and it was so good! The dawn was stunning, due to nothing for the sunset!

We enjoyed our breakfast, arranged things and started the way down. We took about 4 hours to do the 14km back to the Maromba waterfall.

As a bonus, we went to see the Véu da Noiva waterfall. It has a 40m drop and is 400m from the parking lot. It is beautiful, and it is very worth it to take a stretch to it.

What to take and tips …

– To make the crossing it is indispensable to have the shit tube. Without it, it is not allowed to make any crossing inside the PNI. This is verified by the park rangers.

– I think prudent download the track log on the cell phone and take a powerbank. Even the trail being easy, precaution is never too much. Here follow the tracklog link we made.

– Going with proper equipment is essential. We took -2.5 degrees Celsius in the morning. Since passing cold it is not good, wear the 3 layers of clothing (second skin / plum jacket / waterproof water). Also take a sleeping bag to negative temperatures – better be warmer than colder!

– Headlamps with extra batteries.

– If you have, it is worth going with a waterproof boot, because close to the Massenas shelter has a part of swamp, where there is no way to escape the water.

– Walking stick: I really like to use both climbing and going down!

– Hydrate and eat rapidly absorbing carbohydrate during the trail, so you do not lose performance and prevent injuries.

– Do not save on dinner and breakfast! In my opinion, meals on the mountain are one of the awards, after a long day of walking. Usually accompanied by new friendships and great chats!

Photography…

For those who like outdoor photography is a full plate! The crossing offers various types of landscapes. Since the Atlantic Forest with waterfalls in the lower part, such as the mountains in the upper part.

One thing to consider when separating the equipment to take is the weight. As it is a long walk this will make a difference, especially if you are not getting used to walking with a lot of weight on your back.

So, carefully analyze which lenses to take. I would take a light triple to the photos of long exposure at night and waterfalls, and I also think it is worth adding a ND filter, thinking about waterfalls and a sunset and sunrise with clouds.

Conclusion…

The Ruy Braga crossing is a very easing crossing to do when you are gaining experience in mountaineering. If you have more time, or want to add more difficulty, you can mend with the Couto X Prateleiras crossing, the Rancho Caído crossing or the Serra Negra crossing.

I hope this text was useful for your next adventure!

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